sábado, 31 de outubro de 2009

Sábado sem postagem!

sábado, 31 de outubro de 2009
Olá pessoal!
Como irei viajar hoje não estou certa de que conseguirei adicionar a parte da Estória.
O lugar para onde vou não possui nem internet 3G e ainda não descobri se o blog pode
ter postagens programadas como num site.

Domingo até o meio dia sairá o novo trecho da Estória!

Um abraço e curtam o sábado \o/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

(16) Preparando-se para a Caçada (Parte V)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009
A jovem observava o homem que parecia deslumbrado diante daquele belo retrato noturno. Realmente a vista era fabulosa. A lua estava gigantesca e a cidade brilhava sob sua luz prateada.

- É maravilhoso – diz ela.

Chantal a puxa pela mão e ensaia uma espécie de largada para uma corrida.

- Veja se consegue me acompanhar! – Dispara saltando sobre os telhados.

Naquela parte da cidade os prédios eram tão juntos que, aliado a agilidade natural deles como vampiros, tornavam a corrida fácil e extremamente divertida.

Aproveitando a brincadeira como se nunca tivesse feito nada por pura alegria em toda a sua vida, Aimée fechava os olhos enquanto saltava para poder sentir melhor a brisa refrescante da noite. Chantal, neste momento, parecia livre, feliz, algo que dificilmente podia ser visto em sua face.

Então, distraído, Chantal escorregou em umas das calhas fazendo que sua mão se desprendesse da de Aimée e ele caísse, de costas, na pequena fenda que separava um prédio do outro. A jovem desesperou-se. Num salto, desceu até o pequeno beco onde foi, apreensiva, ver o estado em o mestre se encontrava.

Chantal estava de olhos fechados e uma fina lâmina de sangue escorria por sua testa. Aimée estremeceu. Um turbilhão de sentimentos e pensamentos a atordoaram enquanto corria até ele. A jovem não queria ficar sozinha. O que faria? Como seria possível ele deixá-la por algo tão imbecil?

- Chantal você está bem? Está ferido? – A jovem suspirou, olhou para os céus, como se suplicasse para que o mestre desse algum tipo de sinal.

Quando Aimée chegou até ele, viu que estava imóvel. Um tremor percorreu sem pressa sua coluna e ela se lançou sobre Chantal, encostou sua face na dele enquanto balançava seu rosto tentando acordá-lo. Rapidamente, o mestre abre os olhos e dá um grito fazendo com que a jovem pulasse de espanto.

- Não acredito que pensou que eu estivesse morto depois de uma quedinha dessas. Precisam de mais que isso para derrubar o malkavian aqui! – Ri Chantal mostrando que havia fingido estar desacordado.

- Eu é que não acredito que me deixou pensar que estivesse ferido! - Explode a moça esbofeteando o mestre inúmeras vezes. – Você não pode me deixar. Não depois de ter me transformado.

- Nunca farei isso. – Segura os braços de Aimée e a puxa levemente ao seu encontro. - Não se puder evitar.

Os dois se entreolham. O que sentiam um pelo outro era inexplicável. Um misto de emoções circundou o espaço fazendo que se inclinassem, cada vez mais, na direção do outro.

(continua...)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

(15) Preparando-se para a Caçada (Parte IV)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Aimée sorri disfarçadamente enquanto um frio sobe por sua espinha. Chantal já havia lhe falado sobre alguns clãs e, com base em suas histórias, a jovem poderia jurar que os Brujahs eram os seres últimos que gostaria de encontrar numa situação como aquela.

- Esta é a minha taverna. – Continua o homem. – Não quero malucos como vocês a rondando.

- Desculpe – Fala Chantal tentando usar de sua diplomacia. – Não queremos atrapalhar. Se soubéssemos que estaria aqui não teríamos nem nos sentado.

Aimée apenas tremia. O pavor havia tomando conta de seu corpo diante daquele homem gigantesco. Não ousou falar, sentia que era isso que seu mestre desejava.

- Não quero vocês dois caçando aqui. – Ergue Chantal pela gola da fina camisa. – Vão embora! Já!

O Homem não precisou pedir duas vezes. Chantal, após pousar no chão, teve de arrastar Aimée para fora do lugar já que ela não mexia um músculo sequer.

- Você está bem? – Segura o rosto da jovem procurando por algum sinal de ferimento.

- Estou sim. Na verdade ele não chegou a me tocar.

Chantal desaba numa crise de risos. E, sem entender o porquê, Aimée resolve perguntar.

- Qual é a graça?

- Aquele homem.

- Achou engraçado?

- Claro. “Esta é minha taverna” – imita sem tentar controlar os risos. – Nunca vi um homem tão grande com tanta educação. Outro Brujah teria nos esmagado.

Aimée esboça um sorriso, achando, na verdade mais engraçada a reação do mestre do que o fato em si, já que decidira, desde dentro da taverna, que Brujahs eram os mais novos seres na sua lista de coisas das quais tinha medo.

- Venha – Enxuga as lágrimas de riso. – Se dermos sorte, encontraremos alguém nas ruas para que você possa voltar alimentada para a catedral.

Fez sinal para que o seguisse. Desta vez, Chantal segurou a mão de Aimée o que fez com que a jovem exibisse um sorriso orgulhoso.

- Bem, como não temos muitas opções, o que acha de eu lhe mostrar um lugar?

- Seria bom.

- Assim posso recompensá-la pelo o desastroso encontro com seu primeiro Brujah. – Diz ainda achando a situação engraçada.

Com um salto, o homem pulou para cima de um dos telhados levando a jovem junto, já que estavam de mãos dadas.

(continua...)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

(14) Preparando-se para a Caçada (Parte III)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Os dois caminharam durante alguns minutos e, enfim, chegaram há uma ruela escura, estreita e com prédios praticamente colados uns aos outros. No final dela, havia apenas uma casa com luzes acessas de onde parecia vir uma melodia bastante agitada.

- Chegamos. – Avisa o mestre – Seja discreta e não saia do meu lado.

- Não sairei. – Responde a jovem ainda assustada.

Chantal empurra a pequena porta de madeira e uma nuvem de fumaça foge por ela antes que os dois a atravessem. O volume da música aumenta. A taverna estava lotada. Haviam inúmeras pessoas bebendo, comendo, dançando e falando alto, algo que atordoou, de certo modo, a jovem vampira. Sentindo-se acuada, Aimée aperta ainda mais o braço do mestre fazendo com que se vire para saber o que estava acontecendo.

- Não sinta medo. Estou com você. Não há nada aqui que possa lhe fazer mal.

- Nunca entrei em um lugar como este. A taverna onde servia drinques era de alta classe, não tocava músicas nesse estilo e era povoada pela mais fina elite da cidade.

- Eu sei! Bem vinda ao submundo de Bordeaux! – Diz em tom brincalhão. – Venha, há uma mesa vaga.

Ao sentar, Chantal queria que a jovem ficasse na cadeira a sua frente, mas ela recusou-se a largar seu braço. Então, sentaram-se lado a lado e ficaram a observar a festa que faziam a sua volta. Todos estavam alegres e bêbados demais para se importar com a dupla, mas, mesmo assim, Aimée não conseguia se sentir à vontade.

Tentando disfarçar a ansiedade que a consumia, a jovem passou a observar cada ser daquele recinto. Seu coração parecia pular dentro do peito e, em poucos instantes, começou a suar. A verdade, era que sentia muita fome e, neste momento, só conseguia imaginar uma daquelas pessoas em seus braços. Porém, seus pensamentos foram interrompidos por uma voz grave que fez tanto ela quanto Chantal estremecerem.

- O que fazem aqui?

Os dois se viram. Parado, em suas costas, está um homem enorme: medindo muito mais que a média de um homem comum e pesando, provavelmente, umas três vezes mais que o frágil Chantal, o homem parecia um ogro saído de algum tipo de história.

Chantal, tentando manter a calma, segura a mão de Aimée e sussurra em seu ouvido.

- Brujah...

(continua...)

*para entender o suspense desse post visite a wikipédia sobre os Brujah

Atraso no post de Hoje

Olá pessoal!
Gostaria de avisar que, em função de alguns imprevistos,
a parte de hoje da Estória sairá por volta das 12:00 hs!

Obrigada a todos e desculpem =)
abraços,

terça-feira, 27 de outubro de 2009

(13) Preparando-se para a Caçada (Parte II)

terça-feira, 27 de outubro de 2009
Cuidadosamente os dois saíram do sótão e fecharam o alçapão secreto. Caminharam até o lance de escadas que dava para o interior da igreja e desceram lentamente evitando fazer barulho. Chantal, que ia à frente, parou na porta do grande salão, observou se havia movimento e, depois, fez sinal para que a jovem o seguisse. Passaram rapidamente pelo salão principal da Catedral que, como sempre, às duas da madrugada, costumava estar vazio.

- Rápido! – Disse ele baixinho.- Não será bom se descobrirem nosso esconderijo.

Abriu a grande porta de carvalho, deixando entrar o ar gelado da madrugada. Por alguns instantes Aimée congelou. Para ela, pareciam ter se passado anos desde a última vez em que pôde sentir o vento lhe acariciar a face. Fechou os olhos e, num longo suspiro, deliciou-se com o momento e, logo, correu para alcançar Chantal.

- Para onde vamos?

- Para uma taverna, do outro lado da cidade, onde possamos passar despercebidos.

Enquanto caminhavam, Aimée analisava a velha arquitetura da cidade e sentia arrepios. A jovem jamais tinha reparado quão sombria eram as noites de Bordeaux. E, percebendo isso, não pôde deixar de pensar que não estaria naquela situação se o tivesse notado antes. Tudo parecia gelado, escuro. Cada sombra, cada árvore promoviam o terror, como se gritassem à procura de medo.

- Antes de chegarmos, quero que saiba que pode haver outros lá. – Interrompe os pensamentos da moça - Caso não estejamos sozinhos, irei lhe avisar e peço que tome muito cuidado. Nem todos são amigáveis como eu.

- Há outros vampiros na cidade?

- Sempre há outros. Somos em número muito maior do que os humanos estimam e pior, ao contrário de nós, alguns fazem questão de alimentar os mitos que nos envolvem. Você, assim como eu, segue o principio da Camarilha.

- O que isso significa? – Interrompe.

- Significa que não matamos humanos a não ser que seja estritamente necessário: caso nossa vida corra perigo ou de precisarmos nos alimentar. Além disso, nos esforçamos ao máximo para que a máscara seja mantida.

- Máscara?

- As pessoas não sabem que somos vampiros. Tentamos esconder isso, fazendo o menor número de trapalhadas possível. Mas como tudo no mundo, somos afetados por uma seita inimiga. Os integrantes do Sabá desprezam a fraqueza humana e são conhecidos por seus grandes extermínios e falta de piedade. As lendas que os humanos passam adiante são baseadas neles.

- E o que faremos se encontramos “algum Sabá”?

- Vamos torcer para que não nos vejam e, já que dificilmente andam em pequeno número, faremos uma saída estratégica. – Esboça um sorriso leve na tentativa de aliviar a tensão e prossegue. – Mas pode ficar tranqüila. O Sabá não sabe ser discreto. Se estivessem na já cidade saberíamos.

- Tudo bem.

Preocupada, Aimée toma o braço de Chantal e prossegue a caminhada. O homem deixa afinal, um casal andando pelas ruas durante a madrugada não é digno de muita suspeita e a atitude da jovem aprimora o disfarce.

(continua...)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

(12) Preparando-se para a Caçada

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
A brisa fria que passa pela janela acompanhada do silêncio clássico das ruas de Bordeaux indicavam que a noite já havia chegado. Aimée acorda e ve Chantal ao pé da cama a observando dormir. Era a primeira vez que a jovem despertava de seu sono a noite. A transição do humano para o importal se dava pouco a pouco. Não sabia por que, mas a noite fez com que se sentisse mais forte, mais dona de si. Então, como se pudesse ler seus pensamentos, o homem pergunta como a jovem se sentia.

- É incrível. Me sinto mais forte, mais confiante. - Aimée parecia ter mudado completamente. O pavor que demonstrara horas atrás parecia ter deixado seu corpo e, em seu lugar, assumido um sentimento de coragem e valentia.

- Isso é perfeitamente normal. A noite, seu lado vampiro aflora e você tem alguns ganhos tanto físicos como psicológicos.

- Hum. Essa parte me parece boa. - Diz a jovem tentando quebrar a tensão que estava por vir.

- Venha, há algumas coisas que gostaria de lhe dar e mostrar antes de sairmos.

Chantal a conduziu para cozinha improvisada e, apontando para o teto, mostra-lhe um alçapão quase imperceptível. Ele puxa a alça pendurada revelando uma escada secreta para uma espécie de sótão. Aimée sobe de forma lenta acompanhando cada movimento do mestre sem deixar de notar as características únicas daquele lugar. O sótão era pequeno, com apenas uma janela redonda de vitral no alto por onde entrava uma fina luz colorida.

- Aimée, - interrompe a observação da jovem – aqui você encontrará tudo o que precisa sempre que for sair da catedral.

A jovem olha ao redor. Em um dos lados vê uma série de floretes alinhados de forma meticulosa, como se estivessem expostos por um colecinador. Parecia típico de Chantal. Nenhuma arma descreveria tão bem o homem como o florete que ele pegara: com um punhal arrendondado feito em prata antiga e uma rosa que descia do ínicio até a ponta superior da lâmina, o florete era clássico, romântico e encantador. Retrato fiel do mestre que dispensava um charme sem igual pelo olhar negro, distante e sempre triste.

- Já usou um florete alguma vez?

- Já treinei agumas vezes com espada, mas creio que tenham diferença.

- Muita diferença! - respodeu o homem em um tom notoriamente ofendido. - Floretes são elegantes, requerem destresa e precisão. São armas de cavalheiros, não de guerreiros. Pegue! - Retira um dos seus floretes mais simples da parede e joga para a jovem. - mostre-me o que sabe!

Com a inexperiência típica de uma menina de dezessete anos, Aimée ergue o florete sobre sua cabeça, como se empunhasse uma espada gigantseca e corre gritando em direção a Chantal que a derruba sem qualquer esforço.

- Então era assim que pretendia me atacar? - Fala sem conseguir conter a crise de riso.

- Desculpe se ainda não disponho de sua classe. Supuz que conhecesse cada detalhe de minha vida depois de ter me observado por tanto tempo. - Diz a jovem desaprovando a atitude do mestre.

- Vamos tentar algo mais simples. – responde Chantal tentando consertar sua atitude nada pedagógica. Pega, do canto oposto uma espada pequena, que mais parecia uma adaga e entrega para a jovem. - Vou lhe ensinar algumas posições básicas para que possâmos sair.

Pacientemente, o homem mostra a forma de se empunhar a arma assim como alguns movimentos básicos de defesa e ataque. A cidade estava calma nos últimos dias e ele acreditava que, mesmo sendo muito inexperiente, Aimée se sairia bem desde que ele estivesse por perto.

- Bem, acho que já é o suficiente. Vamos, temos poucas horas e ainda tenho muito o que lhe mostrar.

(continua...)
 
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