sexta-feira, 23 de outubro de 2009

(9) O despertar (parte VII) O controle

sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Chantal levantou-se calmamente e se dirigiu a uma peça pequena no canto da sala que Aimée ainda não havia percebido. O local, visto de longe, parecia um banheiro improvisado como cozinha. O homem abre o armário de remédios, pega um pacote verde escuro enquanto ferve a água e prepara duas xícaras. A calma de Chantal era impressionante. A jovem jamais estivera na presença de alguém que demonstrasse tamanha tranqüilidade diante das coisas e isso, a fazia pensar: Por que razão ela não tinha visto nenhum surto psicótico dele? Lembrava da satisfação que ele sentia em importuná-la vez que outra, mas não de surtos. O homem, embora levemente incomum, era dócil e inteligente e isso aguçava cada vez mais a sua curiosidade.

- Espero que goste de Hortelã. – fala enquanto carrega uma bandeja com duas xícaras fumegantes.

- Gosto sim. Obrigada!

- Vivi alguns anos na Inglaterra e acabei criando o hábito de consumir chás. Sei que parece estranho vindo de um vampiro, mas acredito que não temos que ser os seres monstruosos das histórias.

Embora Aimée soubesse que as histórias que ouvia de vampiro os tratavam como criaturas sanguinolentas, ela havia percebido esse “tom humano” em Chantal e, talvez, fosse isso que mais a assustava nele.

Ele coloca as xícaras sobre a pequena mesa ao lado da cama enquanto admira o cenho franzido da jovem que esquecera o companheiro e se infiltrara em seus próprios pensamentos.

- Essa ruga em sua testa me assusta! – Ri Chantal.

- Desculpe... Estava pensando. – Pega o chá e tenta retomar o rumo da conversa. – Então, que razão a mais o levou a me transformar?

- Pois bem, deve ter notado que, embora não resista a tentação de me divertir com algumas situações, não tenho alucinações.

- Sim. Para falar a verdade, era nisto que pensava há pouco.

- Há cerca de cinquenta anos, depois de passar anos à deriva, sofrendo meus infortúnios pelas perdas que tive, descobri uma forma de controlá-las. Preso em minha solidão e ciente de que passaria esta praga a quem escolhesse para me acompanhar, juntei o resto de minhas forças e, ligando-as as lições de medicina que estudava, consegui fazer com que minhas alucinações se extinguissem quase que completamente. Isso aconteceu há cerca de dois anos.

- Foi quando cheguei à cidade.

- Exato. - continua ele. – Há alguns meses, tendo certeza de que poderia, enfim, conceder a imortalidade a mais alguém, sem o risco de vê-la enlouquecer a cada dia, eu concentrei meus esforços na busca do ser humano perfeito para isto e, cheguei a você.

(continua...)

10 comentários:

Luiz Lukas disse...

Pow, muito legal o seu livro!
Pretende confeccioná-lo? eu compraria! =D
eu nem precisei ler tantas partes para entender
a história!

Parabéns

::mônica:: disse...

ahshashahsahshas! obrigada!
se alguma editora me quiser é claro! hehehe
espero que alguma esteja de olho....
=D

Karina Kate disse...

Interessante a história.
E no final ele encontra uma pessoa "perfeita", será que existe mesmo alguem perfeito nesse mundo?
bjos

::mônica:: disse...

existe uma pessoa perfeita para cada pessoa.. é esse o significado.
Ela é perfeita para ele... só não posso ainda contar o porquê! =)

Esther cyrraia disse...

eu tb compraria o livro viu??? só assim ia matar minha curiosidade diária!!

rsrs!
xeru

Lauuuu* disse...

Nossaaaaaaaaaa adoreii !! Ja to seguindo !
bjo

Minerva 02 disse...

Se chegar a ser publicado eu compro ^^

Avassaladoras Rio disse...

Querida amiga avassaladora...
Me lembrei o sucesso de Anne Rice e seu Letast ( improvavel Tom Cruise).espero que tenha o mesmo sucesso.

::mônica:: disse...

Acho que na próxima vez que visitar uma editora vou levar os comentários de vcs junto! hehehe
Obrigada a todos! =D

Bjoss...

Persephone disse...

Sò um adendo sobre a parte do chá.... Encare como uma crítica construtiva. Vampiros não apreciam nada que não seja vitae, não de verdade pelo menos. Podem até tentar beber o chá, mas ele deverá ser "devolvido" posteriormente. Em jogo, existe uma vantagem específica para isso, mas não toamriam chá por prazer, ok? Abraços. No mais, meus parabéns, está fantástico!

Postar um comentário

Obrigada por deixar seu comentário!
Prometo que assim que tiver um tempinho responderei =D

 
Le Pivione - O blog livro © 2008. Design by Pocket
Creative Commons License
Le Pivione by Mônica M. do Amarante is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License
BlogBlogs.Com.Br